Língua portuguesa e seus usos em análise: “a cada um minuto, quatro coisas vendem”

Língua portuguesa

Se você leu cantando, mesmo sem eu ter colocado o logo da empresa, possivelmente o material publicitário atingiu seu objetivo. Mas eu trouxe esta frase hoje para contar uma história engraçadinha, que mostra como o funcionamento da língua portuguesa é interessante!

Há uns seis anos, quando vi/ouvi pela primeira vez o comercial em questão, minha reação de imediato foi: “cadê o resto da frase?”. Aí, então, me dei conta de que a frase estava completa mesmo sem estar. Continue lendo e entenda!

Língua portuguesa em análise

Explico: a cada um minuto, quatro coisas vendem… Quatro coisas vendem O QUÊ? Porque a gente segue aquela lógica clássica do português: quem-vende-vende-alguma-coisa. Mas, neste caso, as coisas não vendem outras coisas. Elas SÃO VENDIDAS. Só que dizer “a cada um minuto quatro coisas são vendidas” ou “a cada um minuto quatro coisas vendem-se” talvez não funcionasse como a frase originalmente usada. Causa estranheza? Talvez. Na real, acho que só causa estranheza pra quem tem o hábito de, aleatoriamente, analisar o uso dos verbos (ops!). A propaganda foi efetiva. Funcionou. Comunicação de sucesso!

Não vou falar neste post sobre nomenclaturas e classificações verbais para explicar a questão porque este não é meu objetivo, mas sim comentar sobre o uso REAL da língua portuguesa.

Variações linguísticas: uso real do português

Vemos usos e usos por aí, o que é ótimo, por sinal! A língua é movimento, é identidade, é cultura, é riqueza. Licença poética e publicitária, informalidade, variação, enfim… Temos muitos nomes pra isso. O que não podemos deixar de ter é bom senso, tanto para um lado quanto para outro.

Repito: vemos usos e usos. Cada um deles merece olhar especial, atento e carregado de respeito. Eu, Marilia, acho justas, (extremamente) válidas e importantes as variações linguísticas, mas, em determinadas situações, prezo pelo padrão. Não digo isso porque eu amo a língua portuguesa, mas sim porque quem manda é o contexto!

Então, na dúvida, fica a questão: é adequado ou inadequado falar/escrever/me comunicar de tal forma em determinado contexto? Depois disso, o que eu tenho a dizer é: aaaah, o português!

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