Não violência: eu propago essa causa, e não o discurso de ódio

Não violência

Muitos me perguntam por que eu resolvi viver a não violência e o que exatamente isso significa. Então, optei por publicar aqui este texto, assim, você pode entender de forma rápida o que eu sinto em relação ao tema. Vale lembrar que a não violência se encaixa na oralidade, na escrita, no atendimento ao cliente, na vida pessoal e por aí vai. A não violência na comunicação em geral é o grande ponto!

 

Palavras agressivas carregadas com ira não surpreendem, mas ainda abalam as redes sociais. Como nós podemos lutar e vencer a batalha contra o ódio on-line gratuito e nocivo?

O que é propagado ecoa. Preenche vazios. Permanece. É constante.⁣ Por outro lado, o que viraliza, como o ódio, tem picos. Pode subir, mas vai descer – e isso consome energia. Assim, é efêmero.

⁣⁣“É melhor ser temido do que amado” é a ideia de Maquiavel que parece ter assumido um lugar estranho (e uma interpretação tão estranha quanto) nas redes. Dessa forma, considerando o contexto caótico das redes, eu me pergunto: por que NÃO viver a não violência? Nesse sentido, qual seria o prejuízo de buscar a vida sem agressividade?

Conheça mais meu conteúdo sobre não violência pelo Instagram

 

Não violência, respeito e redes sociais

⁣Primeiramente, a conquista do respeito tem sido substituída por tirania. Logo, posts grosseiros, comentários e mensagens autoritários, bloqueios por razões mesquinhas e preconceito perpetuado em tentativas de camuflá-lo: afinal, por que tudo isso?

⁣O ódio nas redes é, sem dúvida, uma expressão imediatista de uma cultura confusa, intolerante, de pessoas que não sabem lidar com suas emoções, mas também não buscam aprender. ⁣

⁣Todo mundo enfrenta seus processos. Acima de tudo, a forma como lidamos com os nossos e com os dos outros é o que diferencia um discurso de ódio de um discurso acolhedor, um discurso agressivo de um discurso não violento. ⁣

⁣Além disso, há esperança: é um ciclo que pode ser interrompido, mas depende de todos, inclusive de quem NÃO aprova a violência, isto é, quem combate a violência na vida pessoal e na profissional.

 

Algumas propostas de como quebrar esse ciclo:

 

  1. ⁣Deixar de consumir conteúdo de quem perpetua discursos violentos em conteúdos vazios;⁣
  2. Não se omitir diante de um ato violento que te incomode;⁣
  3. Reagir de forma não violenta quando você for se manifestar;⁣
  4. Difundir nas suas redes princípios contra a agressividade;⁣
  5. Ser exemplo.

Não há ensino que se compare ao exemplo.

 

E não há nada mais frustrante do que hipocrisia. Se lutamos contra uma causa, precisamos viver essa causa. Então, se condenamos o ódio, devemos COMBATER o ódio.

Não basta ser indiferente, evitar ou ignorar. De fato, é aquela história: o silêncio dos bons legitima a voz dos maus. Talvez não seja necessário um maniqueísmo desse, mas ele dá zoom na relevância da temática.

Por isso, eu pergunto: vamos propagar e viver essa proposta?

 

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